quarta-feira, 4 de maio de 2011

A briga do rochedo contra o mar...

    Nesta estória da troca de farpas entre Clarissa Garotinho e Cidinha Campos, não me interessa quem tem ou não razão. O que me interessa é que o tempo de trabalho de ambas está sendo gasto com isto, enquanto há assuntos públicos que urgem.
   Os interesses do povo ficam como o marisco na luta do rochedo contra o mar.
    Nobres representantes do povo: representem-no.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Tão antiga, mas tão atual...

Geração Coca-Cola
(Renato Russo)
Quando nascemos fomos programados
A receber o que vocês nos empurraram
Com os enlatados dos USA, de 9 às 6.
Desde pequenos nós comemos lixo
Comercial e industrial.
Mas agora chegou nossa vez-
Vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês.

Somos os filhos da revolução
Somos burgueses sem religião
Nós somos o futuro da nação
Geração Coca-Cola.

Depois de vinte anos na escola
Não é difícil aprender
Todas as manhas do seu jogo sujo
Não é assim que tem que ser?
Vamos fazer nosso dever de casa
E aí então, vocês vão ver
Suas crianças derrubando reis
Fazer comédia no cinema com as suas leis.


segunda-feira, 2 de maio de 2011

Vida X Morte



Realmente, tem andado meio difícil assistir televisão nos últimos dias. Parece que o que era exceção tem virado regra: coisas de espantar, como “filhos” em lixeiras, filhotes de cachorro queimados, extermínio de alunos em uma escola, ou seja, violência sempre em seu pior aspecto, o da crueldade por prazer; do egoísmo em seu estado mais apurado.
Mas, há duas coisas nisto tudo que, infelizmente, não têm chamado atenção, não têm conseguido emergir acima do escândalo, do “show business” das notícias: em primeiro lugar, a comoção das pessoas com as vítimas, sinal de que ainda há alguma esperança nisto tudo, ainda há humanidade na humanidade; segundo, o triunfo da vida à revelia da vontade de morte.
É o caso de um bebê recém-nascido do sexo masculino, ainda com cordão umbilical, que foi encontrado em uma sacola plástica em uma lixeira em Guarulhos, no bairro Jardins Picanço. A Polícia Militar foi chamada por uma senhora que encontrou a criança. De acordo com a PM, o bebê, que tem aproximadamente 3,5 kg, está em observação e não corre risco de morrer. A ocorrência foi encaminhada ao 2º DP de Guarulhos.
Outro caso foi de uma menina recém-nascida, achada dentro de uma lixeira no bairro Areia Branca, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. O bebê foi encontrado por uma mulher. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, a criança estava suja de sangue e com o cordão umbilical. A menina pesa 1,5 kg e seu quadro de saúde é estável. Ela está internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Neo-Natal do hospital Pedro II, em Santa Cruz, na zona oeste da capital.
Um filhote de pit bull foi encontrado com o corpo todo queimado em um matagal perto de uma linha férrea em Jaguariúna (a 113 km de São Paulo), e está sendo disputado por interessados em adotá-lo. A suspeita é de que o cão tenha sido queimado com óleo quente. Ele recebeu o nome de Burne pela equipe veterinária que está realizando os tratamentos.
Como podemos perceber, à revelia da vontade dos agressores, a vida triunfou, pois a vontade de vida está sempre acima do desejo de morte. O exemplo e a mensagem dos casos falam mais alto e claro do que os atos condenáveis geradores dos fatos.

sábado, 23 de abril de 2011

O Dinheiro Muda tudo...

Foi só rolar algum que posturas jornalísticas em Campos dos Goytacazes mudaram rapidamente. Realmente, tudo isto forma triste figura...

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Sinais do Apocalipse (fonte: blog do José Renato Duarte)

Lázaro Ramos..... ..galã.
Tarcísio Meira.........coadjuvante.
Sandy.......................devassa.
Faustão....................magro.
Silvio Santos ..........quebrado.
Dilma........................fazendo omelete com Ana Maria Braga.
Tiririca......................na comissão de Educação.
Maluf e Collor..........na Comissão de Reforma Política.
José Genoíno..........na Assessoria de Ética do Governo Federal.
Lula ..................... ....palestrante em Universidades.
Garotinho.................esse, deixa prá lá


É o fim do Mundo.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Educação de qualidade...onde????

Sou professora do Estado do Rio de Janeiro, e, sinceramnete, apesar dos muitos anos de profissão, há coisas impossíveis de entender.
Hoje dei minha prova em duas turmas, com matéria dada, revisada, atividades feitas, e trabalho realizado na sala de informática. A maioria dos alunos entregou as provas em branco, com a seguinte justificativa: "Ai, professora, ano que vem, na dependência, é só fazer trabalhinho que a gente passa". Mentira? Não, pura verdade.
Acontece que esta praga chamada "dependência" permite ao aluno ser reprovado e até 2 matérias, sem ser retido na série que está. O problema é que já não há professores em número suficiente para as aulas regulares, quanto mais para aulas de dependência. E aí vem o famoso "jeitinho brasileiro". O que o professor mais ouve da cordenação pedagógica é que tem que dar um trabalhinho para ajudar;
Resultados: no final do ano há a "prova Brasil", e a exigência é que os alunos tenham um bom desempenho. Como? Além disso, no ano seguinte há alunos que simplesmente abandonam a dependência na imatura ilusão de que alguém vai acabar esquecendo daquilo. Pois bem, se ele é reprovado em matérias na série atual, acabará ficando retido, pois ele não pode ser reprovado em mais de 2 matérias.
Além do mais, na avaliação das escolas pelo Estado, há coisas realmente inacreditáveis, como o fato de, se alguma aluna engravidar, a escola perde pontos. Sinceramente, NUNHUMA ESCOLA SUBSTITUI A FAMÍLIA, e com o atual nível de abandono moral dos filhos por boa parte dos pais, jogar esta responsablidade em cima dos profissionais da educação é brincadeira!
Ah, e uma observação final, mas nem por isso menos importamte: os professores são a única categoria profissional do Brasil que não recebe abonos (não aumentos) salariais via negociação sindical, mas na base da chantagem :"se não fizer isto, não ganha aquilo".

sexta-feira, 15 de abril de 2011

122 Anos de Nascimento de Charles Chaplin

Charlie Chaplin- Londres, 16 de abril de 1889.



Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é...Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a... Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é... Saber viver!!!

Charles Chaplin

sexta-feira, 8 de abril de 2011

A Lógica

Na lógica do capitalismo, quanto vale uma vida humana? Na lógica da administração pública, quanto vale a vida de uma criança? Perguntas que podem deixar alguns dos nossos administradores públicos indignados, mas que são pertinentes e, portanto, têm que ser feitas!
Há muitos anos atrás foi abolido das escolas o OE, profissional capacitado para atender justamente aqueles alunos que apresentassem problemas psicológicos. Argumenta-se que, caso ocorra, é só encaminhar o aluno ao profissional lotado nas secretarias de educação. Porém, na realidade, o número de alunos à serem atendidos é muito grande, fora o fato corriqueiro dos pais optarem por não levarem seus filhos. É, abandono moral é o que mais presenciamos nas escolas, e este não pode ser a justificativa para o governo "lavar as mãos." Portanto, PSICÓLOGOS NAS ESCOLAS JÁ! Os gastos públicos serão grandes? É para isso que pagamos impostos.
Maior segurança nas escolas. Sou professora e atesto, a presença de vendedores de todos os tipos, de divulgadores de cursos os mais variados, é fato corriqueiro nas escolas. Quantas vezes não tive minha aula interrompida por pais que saem batendo de porta em porta porque nem sequer sabem a série na qual o filho está! Fora aqueles que tem acesso franqueado ao professor na hora que bem entendem para reclamações do tipo: "tirou ponto do meu filho poque ele não fez o dever", "meu filho está com nota baixa não sei porque", etc.. Pais têm que ter acesso à escola? CLARO QUE SIM. Mas com certos parâmetros de acesso à serem seguidos.. Afinal, o horário de aula é do aluno.
Detector de metais na entrada das escolas é exagero? NÃO! Afinal, o maluco de Realengo só conseguiu entrar armado e com munições porque não houve como detectar todo o material que carregava junto ao corpo. Porém, há no histórico escolar brasileiro muitas estórias de alunos que entram armados nas escolas, assim como pais que vão às mesmas com o intuito de ameaçar e agredir. Sem armas a coisa fica mais difícil para os agressores..

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Educação para quê?

Muito se fala que sem educação não há cidadania. Será?
O questionamento faço em ocasião de reflexão profunda. Por quê? Porque vejo, mais uma vez, certas histórias se repetirem e, por absoluta falta de memória histórica, muitos profissionais da educação acreditarem.
O professor é a única categoria no Brasil que, para receber um abono (abono, não aumento) salarial passa pelo crivo da "chantagem", e não da negociação: se não alcançar tal e tal meta imposta, não receberá o abono.
Sinceramente, já vi este filme e, mesmo o mesmo sendo ridículo, ele se repete... Na época do "Nova Escola", pouquíssimas foram as escolas que receberam "nota alta" por parte do governo, mesmo os profissionais da educação se esfalfando para tal. Muito se discutiu sobre a história, mas nunca ficou muito claro (pelo menos para mim e para muitos propfissionais da educação) o que se queria.
Esta conversa de dizer que o professor não quer nada é balela. Nunca vi profissional tão abnegado como o professor, tão esforçado e ciente de suas obrigações profissionais. Só quem vive à disposição de político é que não se preocupa com isso, afinal, não está em sala de aula. Mas é uma minoria.
Sinceramente, irei continuar a cumprir com minhas obrigações com meus alunos porque estas fazem parte dos meus deveres profissionais e, também, éticos. Tenho consciência do papel social que o professor desenvolve em seu labutar. Agora, não me preocuparei em fazer milagres pois, afinal, não sou psicóloga, não sou assistente social. Assim, certas questões teriam que ser tratadas por estes profissionais, e não "resolvidas" pelo professor.
Sonho com a educação de qualidade, busco educação de qualidade, pratico educação de qualidade. O resto...